FÁBRICA WATERTREE | PROVÍNCIA DO BENGO | LUANDA | ANGOLA | 2008

com João Rebolo  Pedro Mendes Arquitectos

 

Fábrica da Water Tree | Unidade de Engarrafamento da Província do Bengo, Bom Jesus

 

CLIENTE

DATA DE PROJECTO

ÁREA

 

 

EQUIPA

 

ARQUITECTURA PAISAGISTA

AUTOR

 

EQUIPA DE PROJECTO

 

 

ARQUITECTURA

AUTOR

 

WATERTREE

2008

36 241m2

 

 

 

 

 

Teresa Amaro Alfaiate | coordenação geral

 

Paulo Palma e Mª João Castelo Branco

 

 

 

João Rebolo e Pedro Mendes  Arquitectos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A área de intervenção localiza-se no seio de uma extensa área florestada, na província do Bengo, Bom Jesus, de clima seco mas chuva e humidade durante o Verão predominando uma Mata densa e luxuriante com associações características do Imbondeiro) Acacia (muganga), Sterculia (muxixe) e Euphorbia (quissoma)

 

A estratégia da intervenção apoia-se na estrutura alongada prevista para a unidade fabril que, explicitamente, cria dois espaços de carácter distinto - um área de serviços para cargas descargas, armazenamento de contentores e estacionamento pesado e uma área de apoio social e recreio, do lado do alçado principal do edifício.

Os topos do edifício são contidos com massas de vegetação florestal densa delimitando o espaço a Nascente e Poente.

 

As áreas de serviço (viradas a Norte) são áreas sem qualquer vegetação, solucionadas com pavimentos impermeáveis ou semi-permeáveis e betuminosos com capacidade de carga suficiente para o trânsito e armazenamento pesado. Estão dimensionadas de forma a permitir uma desafogada articulação entre o edifício, nomeadamente o armazém, e áreas de abastecimento, bem como as circulações de trânsito automóvel pesado.

 

Do lado oposto encontram-se todas as áreas sociais e de recepção da unidade fabril. Assim foi criada um passeio coberto que se desenvolve paralelamente ao edifício, contendo e articulando os espaços plantados com vegetação regada e garantido uma ligação entre a entrada principal e todos os espaços sociais projectados – refeitório, dormitório Campo de Jogos, Clube, Piscina e habitações destinadas aos quadros superiores.

 

Esta independência e paralelamente interdependência destas áreas de características opostas, garante a eficiência das áreas funcionais do edifício e paralelamente assegura a existência de espaços mais resguardados destinados à habitação e lazer que, embora perfeitamente enquadrados, revelam uma certa autonomia e uma atmosfera mais aprazível á estadia e recreio.

 

FORMAÇÕES VEGETAIS OPÇÕES PROJECTUAIS

 

A área onde será implantada a Fabrica da WT, está sujeita a um clima quente e húmido - classificação de Thornthwaite: clima seco de Estepe com chuva no Verão - moderadamente chuvoso, com temperaturas medias anuais na ordem dos 26 º C e medias máximas e mínimas que rondam os 32ºC e 21ºC, respectivamente. A humidade relativa média é bastante elevada, na ordem dos 85 a 90%.

 

Os solos desta região são aluvionais fluviais, predominando os de texturas finas, classificados na carta de solos como Luvisolos crómicos. Estes solos aluviais são férteis apresentando contudo maior produtividade nas áreas designadas de aluvionares fluviais modais de texturas médias nas áreas menos alagadiças

 

Com estas condições edafoclimáticas a vegetação característica da região está no domínio das associações onde se destacam as savanas as estepes e os balcedos xerofito com ou sem manchas árvores. Assim o solo é revestido de vegetação mista na qual predominam a Adansonia digitata (imbondeiro) Acacia welwitschii (muganga), Sterculia setigera (muxixe) Euphorbia conspicua (quissoma) bem como sub arbustos de diferentes espécies que se apresentam cerrados em áreas reduzidas. Nas zonas de aluviões húmidas estas surgem associadas a Diospyrus mespiliformis Berchenia discolor e mangifera indica A cobertura herbácea nas zonas de bordadura marginal predominam os densos graminais, típica savana herbosa.

 

Neste contexto a vegetação projectada para a envolvente da fábrica da WT é uma vegetação predominantemente endémica e rústica bem adaptada às conduções de solo e clima e tem como objectivo enquadrar o edifício, diferenciar áreas de carácter e uso mais intensivo, nomeadamente de recreio, bem como relacionar e interligar toda área fabril no espaço envolvente.

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