JARDINS DOS CLAUSTROS E CERCA DO MOSTEIRO DE STA. MARIA DA VITÓRIA  | PORTUGAL  | 2008

 

CONCURSO LIMITADO POR CONSULTA PRÉVIA  |   1º LUGAR

CLIENTE

DATA DE PROJECTO

ÁREA

 

 

EQUIPA

 

ARQUITECTURA PAISAGISTA

AUTOR

 

EQUIPA DE PROJECTO

 

 

 

 

 

ENGENHARIAS

 

ESTRUTURAS

 

REDE DE ÁGUAS

 

INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

 

 

IPPAR -Instituto  Português do Património Arquitectónico

2005-2009    FASE |Conclusão Projecto Execução

CLAUSTROS  3192 m2 | TOTAL DO PLANO | 108 628 m2

 

 

 

 

 

Teresa Alfaiate | Coordenação geral

 

Paulo Palma, Maria Quintino, Mª João Berhan da Costa ,

Francisca Lima, Filipa Branco

 

 

 

 

ECA Eugénio Cunha & Associados

 

Paulo Sampaio

 

Rui Ribeiro

 

Luís Besteiro Ribeiro

O Projecto Arquitectura Paisagista do Mosteiro de Sta. Maria da Vitória, na Batalha, apoia-se num conjunto de pressupostos conceptuais que se lêem desde a escala territorial até à intervenção nos claustros.

O Mosteiro e a sua Cerca situam-se em pleno Vale do Rio Lena, que constitui o suporte e provavelmente a razão da sua localização, implantando-se estrategicamente num colo (ponto de encontro de duas ribeiras), sendo que essa circunstância determina, à priori, uma relação peculiar do edifício com o sítio.

 

A Água que conforma e assegura a fertilidade do vale, que é captada e conduzida desde nascentes até ao Mosteiro, que se constrói em formas eruditas da arquitectura, e evoca simbolicamente a vida espiritual; a Luz, intensa do vale aberto, das "culturas de pão" e hortícolas, a semi-sombra dos pomares e olivais; A luz velada num edifício de excepção, a luz crua nos jardins dos Claustros, a sombra dos ambulatórios. Estas matérias codificam desde sempre uma Unidade de Paisagem, é um património que se insinua como um todo e é indissociável na sua reinterpretação. Cada parte configura o conjunto, cujo movimento e metamorfoses sucessivas conduziram, “naturalmente”, à justaposição e coexistência de tempos diferentes. A sua conformação, intencionalidade e significado deve completar-se na recreação contemporânea, na salvaguarda da sua dignidade e na sua sucessiva reinvenção cultural e arquitectónica.

 

A ÁGUA que abastece o Mosteiro, incluindo a captada, desde sempre revelou de várias formas sendo bons exemplos a presença de um fontanário, do lado do alçado principal, mais tarde demolido, a de uma estrutura hidráulica na levada ou, o monumental reservatório / lavatório do Claustro D. João I.

A proposta de intervenção é precisamente ancorada na Estrutura da Água, revelando-a numa sequência de elementos lineares e pontuais, que se exprimem a diferentes escalas: reconstituindo o percurso da água, captada na Fonte da Jardoeira e reformulando uma entrada Axial no Mosteiro, sublinhada por uma caleira aparente; nos claustros, pelo protagonismo que esta adquire na marcação de uma centralidade; na revelação do anterior trilho da levada, que atravessa a Cerca, redesenhando um percurso estruturante que se expande até ao seu limite. Estas formas de aproximação ao Mosteiro permitem assim lê-lo e revê-lo de forma diversa, dando protagonismo ao acesso principal que reconstituiu a direcção ancestral desde a Ponte da Boitaca até ao portal principal do mosteiro, bem como enunciar o particular interesse da paisagem que o suporta até ao termo da sua Cerca do Mosteiro.

Na intervenção nos claustros é assumido o legado riquíssimo e conteúdo espacial principal, conjugando simultaneamente uma linguagem contemporânea, na reinterpretação de algumas relações entre espaços e na forma de uso dos materiais.

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